terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ai que calor, ooor, ooor!

Mais um Fashion Rio. E este ano foram tantas coisas que passei batida pelo credenciamento. Quando vi, já tinha sido encerrado. Decidi que não iria. Mas aí recebi um telefone da MaraMac me convidando para seu desfile, que eu sempre adoro, um convite de Tania Caldas para ver a coleção da Sta.Ephigenia, na Julieta de Serpa, e um e-mail gracinha da Thereza Duarte dizendo que estava com os convites das grifes assessoradas por ela para mim. Foi irresistível!
Eu sempre gostei de moda. De estar antenada com as tendências, mesmo que na maioria das vezes eu nem siga. É uma fascinação desde menina, nas brincadeiras de roupinhas de boneca, depois inventando minhas roupas à minha moda para as costureiras. Tive até uma confecção, a Invista-se, com Iduína e Tania. Volta e meia trabalhei, como jornalista, lidando com a moda. E nunca me libertei totalmente deste prazer. Por isto, cobrir o Fashion Rio, como fiz tantas vezes, nunca foi uma obrigação. Foi uma paixão.






Gosto de reencontrar os amigos e conhecidos a cada edição (nas fotos, Martelli e Cora, Julinho Rego, Claudia Duarte, Swains, Chris Pitanguy - como falam no celular!). Daquela festa dos lounges, do movimento dos corredores e principalmente de ver a moda passar.
Desembarquei no Pier da Praça Mauá no sábado, com Ligia Azevedo. Zarpamos com destino ao desfile da Cantão. A despedida de Yamê Reis da grife foi com uma viagem a Istambul. Ela, que é uma craque nas estampas e nas misturas de cores, se inspirou nos tecidos antigos, nas tapeçarias milenares, nos ricos bordados, no colorido dos bazares turcos. Toques de dourado cintilam nas tachinhas, correntes, nos fios de lurex. Vestidos e blusas ganham ombros estruturados. Estampas se misturam com listras e com o xadrez. Nos pés, botas masculinas com canos curtos e solados de borracha. As bolsas são a tiracolo ou em forma de mochilas feitas de tear. Nas cores, o verde é o novo preto. O dourado, o vermelho, o azul, o amarelo e o cáqui completam a cartela. Nos tecidos, veludo de seda, musseline, algodão e viscose. Aqui e ali, brilhos de pailletés. O cáqui e tricôs preciosos fazem o contraponto ao brilho. Nos cabelos longos e soltos, lenços amarrados à moda turca. O que mais gostei: das misturas de cores, estampas, brilho e fosco. Adorei os vestidinhos de veludo de seda vermelhos.



Visitamos praticamente todos os lounges. No JB, a simpatia de Ana Maria Tornaghi, chocolates deliciosos de Ana Foster e a bolsa de lona estampada com flores da Soulier, com direito a um caderninha lindo e superprático, de brinde (Ligia e a bolsa). Em O Globo, fomos recebidas pelo meu querido Thiago Monteiro e Elzinha Barroso (na foto com Michael e Luiza). O lounge, decorado por Lia Siqueira com flores de Tininha Falcão, está um charme. E o prosecco geladinho rola... A bolsa, da Uncle K, fez sucesso. A Elle se uniu a Estilo num lounge cheio de gente bonita, a turma de manequins de Sergio Mattos, recrutada por Guiga Soares. Na Marie Claire, as delícias do chef Écio. No Sebrae, caipirinhas e pinacoladas feitas na hora.





No Sesi, Senai, Sistema Firjan, conferimos o lançamento do livro de Gilson Martins, Viajando no Design, que ainda veio enrolado para presente, uma capanga supercharmosa do Gilson. Lá, Alicinha Silveira, eu e Gilson, Marininha Felfeli e Elda Priami, o cônsul do Panamá, Jairo Quintero Arce, Diana Vianna e Antonio Claudio Assumpção.


O visual dos navios ancorados não podia ser mais lindo, mas o calor, ai, estava de matar. Nem as salas de desfile, nem os lounges, nada resistiu. Nem as ventarolas distribuídas na entrada resolveram. A moda carioca precisa e merece de novos ares... refrigerados! Urgente...
No mais, tudo continua como dantes. Os desfiles atrasando pelo menos meia hora, as pessoas roubando os brindes dos jornalistas nas cadeiras, a briga pela primeira fila, só que a população de paulistas aumentou consideravelmente e eles eram facilmente reconhecidos pelas mangas compridas.
Outra coisa: fim-de-semana, com calor e muito sol, definitivamente desfile não é a praia do carioca. Os famosos começaram a aparecer na segunda.

Dia de Reis, noite de rainhas...

Depois de um recesso devido ao calor - está insuportável -, volto ao blog para contar as últimas, ou melhor, as primeiras do ano.
Finalmente, no apagar das luzes, fui ver a árvore da Lagoa com minha irmã, outra tradição de todos os anos. Nos sentamos no quiosque do árabe, em duas cadeiras avulsas, porque mesa vazia nem pensar!, tomamos nosso chopinho com esfiha e quibe recheado com catupiry e voltamos à infância, vibrando com cada mudança de cor e de desenho.



No dia de Reis, reuni minhas amigas em casa para brindarmos os Magos do Oriente com vinho e romã, uma superstição antiga para trazer dinheiro. Elas trouxeram suas oferendas em forma de belisquetes, empadas, esfihas, quibes, sanduichinhos de miga, canapés. Escondi num panetone da Kopenhagen vários brindes presos em fitinhas para puxarmos e tirarmos a sorte para o ano. Ia de coração - eu tirei o coração! - a dinheiro, anjo da guarda, um homem, estrela, chupeta, etc. Nos divertimos, bebemos uma garrafa de litro e meio de Chandon rosé, Tania tirou a carta do tarô do ano para cada uma de nós, enterramos as sementinhas de romã cuidadosamente guardadas na carteira durante o ano inteiro, e substituímos pelas novas, esperando as bênçãos de Baltazar, Melquior e Gaspar para 2010.


Zulu participou da festa, com gravatinha borboleta de pois e eu usei uma camiseta com a carinha dele, com a mesma gravata, que comprei na minha maravilhosa feirinha da General Glicério de todos os sábados.
Na sexta, finalmente me encontrei com Múcia Juliano e Ignez Ferraz para comemorarmos o aniversário de Ignez, que foi dia 20 de dezembro - mulheres ocupadas estão sempre comemorando atrasadas! - e o novo ano. Ignez segue dia 18 de fevereiro para Nova York, para esperar a chegada do primeiro netinho e está toda feliz participando da diretoria do Instituto dos Arquitetos do Brasil, cheia de planos. Fomos almoçar no Expand, onde comemorei meu aniversário ano passado. Estava tudo uma delícia, como sempre. Da salada caprese - quente, nunca tinha comido, adorei! -, ao risoto de figo com presunto de Parma e ao bolinho de chocolate com castanhas. Tudo regado a bom vinho chileno.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hoje é um novo dia, de um novo tempo...


O futuro já começou. E que só traga coisas boas! Um ano dourado 2010, janela aberta para a felicidade 2010 são os mantras do numerólogo Gilson Oen para este ano. E que assim seja. A soma de 2010 dá três, um número que sempre me deu muita sorte, a do meu mês de nascimento, sou a terceira filha, e assim por diante. No tarô é a carta da Imperatriz, que rege este ano, segundo a taróloga Iza Eirado, nora de Miriam Atala: "A Imperatriz simboliza a mãe, o amor, a beleza e a arte. A Imperatriz é regida pelo planeta Vênus e vai trazer uma colheita farta para todos que semearem com perseverança e generosidade. O amor terá lugar de honra este ano que vai promover os encontros românticos. As mulheres serão favorecidas e os homens terão o apoio das mulheres em suas realizações. A maternidade é abençoada nesta regência, será um ano de muita fertilidade! As artes terão grande destaque e deveremos usar nossa criatividade para fazer frutificar nossos projetos pessoais. Ano da beleza e da saúde, será excelente cuidar da aparência e da alimentação buscando uma vida mais saudável. Haverá muita prosperidade para quem trabalha com amor e dedicação. O planeta todo vai agradecer a regência da Imperatriz porque ela facilitará na solução dos grandes problemas de degradação da natureza. Como a Imperatriz é a rainha que administra o reino e cuida dos seus súditos como filhos, assim, seremos favorecidos por ela e teremos um ano de bênçãos e de grandes oportunidades. Que 2010 seja um “ano mãe” para todos nós!"
Além de tudo isto, 2010 é regido por Santa Bárbara, Iansã, orixá guerreira, rainha dos trovões, e por São Jorge, Ogum, outro santo guerreiro. Com a bênção dos dois, ninguém vai deixar de lutar pela realização dos seus desejos.

Meu Ano Novo começou muito bem. Como Ana Luiza voltou com a família para Curitiba e Paulo Tasso foi com Érica passar o réveillon com o pai, em Manaus, fiquei sozinha. Cristina, minha sobrinha, me convidou para passar o ano com ela, Valter, André, Sylce e Augusto Cesar, no Leme.



Bruno Chateaubriand e André Ramos, com Marie Annick e Jean Jacques Mercier (o que era a pulseira com um olho em brilhantes e safiras azuis de Marie Annick?), me chamaram para passar com eles, pela décima segunda vez, o réveillon, pela primeira vez longe do Chopin, no Leme. Foi ótimo. Deu tudo certo. Seu Antonio, chofer de táxi amigo de Sylce e Augusto Cesar nos levou.







Ceiei com a família e passei a meia-noite com meus amigos. Miriam Gagliardi, Ilva de Oliveira, Luis Xavier, Fátima Martins, a turma da 3RStudio - Fabiano, Ricardo, Maurício, Juliana Vargas -, Giovanna Deodato, Lu Perez, Vera Gimenez com o filho ator Marco Antonio Gimenez e a namorada, Raphaela Sirena, a simpatia de Isabel Ramos, dr. Rodrigo Mangaravite e Tati, Marcia Bahia, Heloísa Tolipan...


Os fogos foram lindos, não choveu, o que foi um milagre da Cobra Coral porque a chuva caiu forte o dia inteiro!, os navios ancorados ao largo, iluminados faziam uma moldura incrível. Na calçada, todo iluminado em azul, um carro antigo fazia sucesso. Não tinha quem não parasse para forografar. A volta foi tranquila. Conseguimos um táxi.



O almoço no dia seguinte foi de novo na Cristina, com toda a família. Mario e Sueli vieram de Niterói. Tudo tão gostoso que me deu a certeza de que este ano vai ser especial.


Dia 2, para não quebrar a tradição, uma volta pela minha feirinha, onde encontrei, e comprei, claro, uma camiseta pintada com a cara do Zulu! À tarde, para romper com tabus, fui ao cinema sozinha, coisa que raríssimas vezes fiz na vida - umas duas, no máximo. Queria assistire Nova York, eu te amo, e estava passando pertinho, no São Luis, e lá fui eu. Adorei rever a Big Apple e o filme é bem interessante, histórias que se cruzam pela cidade. Na saída, um café expresso na Kopenhagen. Ai, que delícia... Este ano promete mesmo.
À noite, a lua cheia exagerou na beleza e eu não resisti a jantar na minha varanda, com o luar me iluminando, e enquanto comia ia pedindo tudo o que queria para mim, minha família, meus amigos, meu país e o mundo, sentadinha no meu canto favorito da casa, me sentindo abençoada por aquele momento tão tranquilo e lindo. 2010 começou mesmo dourado como a lua, cheio, como ela, de esperanças e promessas.
Domingo, dia 3, novamente o 3, começou com a missa das 11, de todos os domingos, na minha paróquia Cristo Redentor e terminou com um sorvete de pistache geladinho, no Cafe Maya, ali na General Glicério, acompanhada de meu fiel escudeiro Zulu. Só espero que o ano continue assim, lindo e gostoso, para mim e para vocês.

PETIT-POIS


.Para começar o ano, nada como uma boa nova de um novo talento. A estilista Camila Cozzi, a segunda filha de Marcia e Eduardo Lopes Pontes, abriu a sua Boudoir com lingeries delicadas, sensuais, cheias de detalhes, superfemininas. Nós fomos conhecer a nova etiqueta numa tarde de bom vinho, ótima conversa, e deliciosos belisquetes no apartamento-galeria de arte de Marcia e Eduardo. Todas saímos com nossas suaves tentações muito bem enroladas para presente. Na foto, Camila com a amiga Cody, de Los Angeles, filha de Claudia Falkembourg, e a arara das preciosas intimidades.
.Mara Mac ligou e eu já confirmei a presença de todos os anos no seu desfile imperdível, no Fashion Rio.
.Vocês conhecem o restaurante Yorubá, da baiana Neide Santos? Escondidinho ali em Botafogo, é a melhor comida brasileira da cidade, além da beleza e simpatia da dona, filha de Ogum, um papo ótimo, que teve entre seus clientes Pierre Verger, Caetano e Gil, e do charme da casa. Uma boa pedida, especialmente para levar os amigos de fora. Eles adoram...